sábado, 27 de março de 2010

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES (OU PROJETOS) PARA

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES (OU PROJETOS) PARA
TÍTULOS SELECIONADOS PARA LEITURA COMPARTILHADA /AUTÔNOMA

Maria José Nóbrega

Título do livro: Era uma vez Perrault
Autor: Kátia Canton
Editora: Difusão Cultural do Livro - DCL
Professora: Sheila de Menezes Assumpção – 2º ano do EF1
Tempo previsto: 1 trimestre
Produto final: livro com as reescritas da classe para ser compartilhado com as outras classes da mesma série.

Expectativas de aprendizagem:
Linguagem escrita / Leitura:
(p1)Relacionar o contos tradicionais ao seu contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação) e suporte de circulação original (livros).
(p2)Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios.
(p3) Estabelecer a relação entre o título ou subtítulos e o corpo do texto.
(p6) Recuperar informações explícitas.
(p7) Estabelecer relações entre imagens (ilustrações) e o corpo do texto.
(p10) Correlacionar causa e efeito, problema e solução, fato e opinião relativa a esse fato, tese e argumentos, definição e exemplo, comparação ou contraste. para estabelecer a coesão da seqüência de idéias.
(p12) Recuperar as características que compõem a descrição de objetos, fenômenos, cenários, épocas, pessoas / personagens.
(p15) Articular os episódios narrados em seqüência temporal para estabelecer a coesão.
(p21) Comparar versões de um mesmo texto.
(p22) Aceitar ou recusar as posições ideológicas que reconheça nos textos que lê.
(p23) Trocar impressões com outros leitores a respeito dos textos lidos.

Materiais necessários:
Era uma vez Perrault. - Katia Canton - Ed. DCL

A decisão do campeonato - Colecao Turma da nossa rua - Ruth Rocha - Ed. FTD

Rapunzel, Os sete corvos - Maria Heloisa Penteado - Ed. Atica


As mais belas histórias infantis de todos os tempos – Ed. Globo


Acervo pessoal dos alunos

Bibliografia para o professor:
Estratégias de leitura – Isabel Solé – Ed. Artmed


As mais belas histórias infantis de todos os tempos – Ed. Globo
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

Antes da leitura:
1- Mostrar dois livros: A decisão do campeonato e Rapunzel. Perguntar qual dessas histórias é a mais antiga e porque. A partir daí, informar que histórias como Rapunzel são chamadas de contos tradicionais, porque de fato são muito antigas.
Oralmente pedir para que digam que outros contos tradicionais conhecem e em duplas fazer o registro no caderno.
2- Apresentar o livro Era uma vez Perrault, escrito por Kátia Canton, explicar que vamos lê-lo e encontrar algumas histórias conhecidas outras não. Ler o nome do livro e chamar atenção para o subtítulo Recontado por Kátia Canton, o que quer dizer essa palavra, o que ela vai recontar, então quem contou primeiro?
Ler com os alunos o texto sobre a autora, que está no final do livro.
Chamar atenção para o nome do livro e contar um pouco da história de Perrault, a época em que viveu, baseada na introdução e apresentação do livro, p. 7 e 11.
3- Entregar o livro, pedir para que encontrem o índice e que histórias aparecem nele.Todas são conhecidas, há alguma favorita, há alguma menos apreciada? Por que?
Observar as ilustrações, o que percebem? Será que todas foram feitas pelas mesmas pessoas? Existem diferenças entre elas? Quais são?
Informar que algumas foram feitas por artistas “modernos” convidados para ilustrar o livro, mas que outras não, são mais antigas. Dá pra saber qual é a moderna e qual é a antiga, como?
Mostrar que no fim do livro há informações sobre os artistas.
4-Iniciar a leitura pela 1ª história, Pele de Asno.
5-Antes de cada nova história, fazer o levantamento do que já sabem, o que pode acontecer, etc.


Durante a leitura:
1- Ao longo da leitura confirmar as hipóteses iniciais.
2- Propor a leitura de uma parte da história em casa e dar continuidade na sala no dia seguinte. Pedir para lerem, dependendo da história, o começo, o meio e o final.
3- Chamar atenção para o uso de palavras, expressões, seu significado e intencionalidade da autora.
4- Localizar o conflito e a conseqüência deste na história.


Depois da leitura:
1- Após a leitura de cada história, conversar sobre as impressões causadas por ela.
2- Comparar as histórias lidas com outras versões conhecidas pela classe.
3- Comparar trechos significativos das histórias, escritos por diferentes autores. Por exemplo, o final de Chapeuzinho Vermelho. Conversar sobre as sensações que nos causam.
4- Propor a reescrita de algumas das histórias: escrever o final, escrever a história até um certo ponto.

domingo, 14 de março de 2010

Questoes sobre o artigo "No rush, carro esta tao veloz quanto galinha"

  1. Qual e a principal informação do texto?
  2. Quais foram os causadores da diminuição da velocidade dos automóveis na cidade de São Paulo?
  3. Na sua opinião qual foi intenção do autor ao comparar a velocidade de um automóvel com a de uma galinha?
  4. A limitação do tráfego de veículos pode ter sido um aspecto que colaborou para o aumento da frota na cidade de São Paulo? Justifique sua resposta.
  5. Compare as duas afirmacoes abaixo e escreva um comentario sobre elas:
  • "Só no ano passado a cidade ganhou mais de 335 mil veículos, quase mil por dia. Para amortizar os impactos seria necessário construir uma avenida como a Paulista por semana - solução considerada impossível por especialistas."
  • "A partir do mês que vem, especialistas esperam uma melhoria no transito devido a inauguracoes de três empreendimentos de grande porte: a alça sul do Rodoanel, a primeira fase de ampliação da marginal Tiete e a linha 4 do metro."

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O AGRUPAMENTO DOS GENEROS NAS PROPOSTAS CURRICULARES

Ao ler os documentos curriculares, PCN e o Referencial de expectativas do Municipio, pude observar que a selecao dos generos aborda a dimensao enunciativa discursiva dos textos, em que nao apenas os aspectos estruturais sao trabalhados, mas tambem o contexto de producao em que estao inseridos.
No entanto, no Referencial de expectativas do Municipio, fica mais clara a concepcao discursiva, ja que ha a divisao dos generos de acordo com as esferas discursivas. A preocupacao com o contexto de producao esta explicito nas atividades de preparacao para a leitura:

Nas abordagens dos textos que apresentaremos nos próximos itens, tentamos incorporar às análises elementos de ordem social e histórica relativos ao gênero trabalhado. Tentamos considerar também, sempre partindo de pistas lingüísticas, a situação de produção e de recepção de cada discurso, colocando diante dos olhos do leitor quem fala, para quem, os lugares sociais dos interlocutores, os posicionamentos ideológicos, os suportes, a intencionalidade do discurso etc.

Nas Orientacoes curriculares do Estado, os generos aparecem nas situacoes didaticas e me pareceu que o contexto de producao e tratado de maneira superficial:


    • Leitura diária, para os alunos, de contos, lendas, mitos e livros de história em capítulos de forma a repertoriá-los ao mes-mo tempo em que se familiarizam com a linguagem que se usa para escrever, condição para que possam produzir seus próprios textos.

    • Leitura, pelos alunos, de diferentes gêneros textuais (em todas as séries do Ciclo) para dotá-los de um conhecimento procedimental sobre a forma e o modo de funcionamento de parte da variedade de gêneros que existem fora da escola. Isto é, conhecerem sua forma e saberem quando e como usá-los.

sábado, 26 de setembro de 2009

Resenha

VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O gigolô das palavras. In: Mais comédias para ler na escola. Rio da Janeiro: Objetiva, 2008
"O gigolô das palavras" é uma narrativa acerca de uma experiência vivida por seu autor, Luís Fernando Veríssimo. Indagado por alguns grupos de estudantes, o escritor precisou expor sua opinião a respeito da indispensabilidade ou não da gramática no aprendizado ou no uso de qualquer língua.
Após desfazer a idéia de que estava caindo em uma armadilha para ser desmascarado, Veríssimo começa a elaboração de sua resposta afirmando que a linguagem é, e deve ser tratada como, um meio de comunicação. Segundo ele, a gramática é "apenas" o esqueleto da língua, ou seja, embora importante, só predomina em línguas mortas, servindo, isoladamente, para estudo e não para fornecer informações.
A gramática (e isso o autor afirma com responsabilidade), de fato, não é o principal elemento para a existência da comunicação. Prova disto é a própria população brasileira, que tem grande porcentagem de indivíduos analfabetos e nem por isso anti-sociais ou incapazes de se expressar.
Por outro lado, ousando discordar da opinião de tão respeitado autor, é inconcebível a um jornalista, escritor ou qualquer outro estudioso da língua, que vive da comunicação oral ou escrita, desmerecer a gramática. Saber usar as palavras, nesses casos, além de virtude é uma necessidade. É fato que há uma linguagem específica para cada tipo de "interlocutor-alvo", mas, até nas mais simples maneiras de se falar, em se tratando desses "dependentes da comunicação", a gramática deve ser respeitada e obedecida, não só para que um caráter formal e verídico seja dado ao que é dito, mas também para manter viva aquela que é a maior expressão cultural de um povo: a sua linguagem.
Fonte:
Webartigos.com Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução. 1

domingo, 14 de junho de 2009

O processo de producao de textos segundo Flower e Hayes

Todo o texto traz informacoes muito interessantes sobre o detalhamento do processo de produção de textos, mas particularmente o desdobramento desse modelo em outras pesquisas, que procuraram observar traços estilísticos durante a escrita e relaciona-los com o produto final, o próprio texto, foi o ponto que mais chamou minha atenção.
Apesar de haver uma regularidade no uso do tempo para cada uma das etapas de escrita, os pesquisadores Levy e Ransdell, observaram que a revisão era a etapa com menor tempo de dedicação e que isto era determinante para a baixa qualidade do texto.
A maneira como cada escritor utilizou o tempo nas etapas de produção era tão individual, que foi chamada de assinatura da escrita.
Quando o texto mencionou a memoria de longo prazo como " um armazém de conhecimentos sobre o tópico e a audiência, sobre escrita de textos e problemas de representação", relacionei com os conhecimentos que o aluno deve ter sobre o tipo de texto, o destinatário, a linguagem do texto, ao propormos uma produção. Esse armazém pode existir na mente e nas fontes externas, no meu entendimento alem de livros, podem ser o professor e colegas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Citação sobre Piaget e Vygotisky

O percurso de aquisição da alfabetização pelo qual as crianças passam, dá-se pela interação com diferentes sujeitos/objetos. A maneira como elas vão se aproximando da escrita convencional é um exemplo de transformação interpessoal para intrapessoal, pois " O processo, sendo transformado, continua a existir e a mudar como uma forma externa de atividade por um longo periodo de tempo, antes de internalizar-se definitivamente." 1(Vygotisky - 1930?2007), isto é, as garatujas produzidas inicialmente, vão se transformando em letras, apartir do momento em que a crianças passa a manter contato com o mundo e sujeitos letrados. as letras vão se tornando mais significativas, como partes formadoras de palavras, textos, "... de modo que cada uma dentre elas (as estruturas) prepara as seguintes, utilizando, ao mesmo tempo, as precedentes." 2(Piaget - 1990)

1 A formação social da mente - Vigotisky - Ed. Martins Fontes - 2007, pág. 58
2 A formação do símbolo na criança - Piaget - LTC - 1990, pág. 19

domingo, 19 de abril de 2009

É possível escolarizar a literatura, sem desfazer, desvirtuar ou falsear o texto literário

Agora ao final do curso, consigo pensar em maneiras (pequenas, tímidas) de trabalhar com o letramento literário na escola:
Aproveitar o que já é uma prática na sala de aula e promover pequenas mudanças. Participar da roda de leitura da classe, levando também para casa os mesmos livros, para compartilhar as minhas impressões com as crianças e ser um modelo de leitor visível para elas (por que eu já leio muito, mas elas não sabem disso).
Iniciar uma comunidade de leitores, ainda não sei muito bem como, onde possamos conversar sobre os livros que lemos além "dos muros da escola", compartilhar o comportamento leitor dos familiares, suas preferências etc.
Apesar do currículo, das provas, dos relatórios, reuniões de formação, de pais, e tudo mais que a escola nos impõe, ela é o lugar onde os alunos vão ter contato com a literatura. É preciso que nós professores possamos mediar esse contato da melhor forma possível.

Biblioteca Digital Mundial

Pessoal,

no dia 21/4, o portal da Unesco vai inaugurar a Biblioteca Digital Mundial, com obras digitalizadas de várias bibliotecas do mundo! Quem entrar no portal antes da inauguração vai ter acesso as orientações para o uso www.unesco.org. O acesso é gratuito e as obras estarão disponíveis em 7 línguas. Lembrei das aulas da Antonia (que saudade!), quando conversamos sobre a Biblioteca de Alexandria, que tinha cópias de obras importantes de várias bibliotecas.

Então, vamos aproveitar!

Bom feriado a todos e nos vemos na quinta.

domingo, 29 de março de 2009

Análise do conto O espelho

O espelho da história era utilizado para investigar todas as coisas escondidas, em todos os lugares, por isso a escolha de animais de diferentes ambientes. A formiga a meu ver, representa o mundo miniaturizado, difícil de enxergar e ser investigado. Por ser tão pequena, a formiga, aos olhos do rapaz pouco poderia ajudá-lo a resolver seus problemas e foi deixada por último, como a escolha derradeira. Ao mesmo tempo, ela é o animal que soluciona a questão e dessa forma, é a última a aparecer, pois do contrário não possibilitaria o desenvolvimento da história.
O rapaz sente-se seguro em embrenhar-se nessa aventura, pois sabe que poderá contar com a ajuda dos animais, que foram ajudados por ele. A frase "saiu pelo mundo para ganhar a vida"..., mostra que ele está disposto a aventurar-se para ter sucesso.
Além de aventureiro, ele era esperto e corajoso.
Pode-se localizar o narrador como observador, através dessas duas passagens, entre outras: "O rapaz seguiu sua estrada e adiante encontrou um carneiro"..., "Na primeira noite procurou um canto fora do reinado e disse"...
Os lugares onde a história se desenvolve, não são o mais importante, mas sim a ação dos personagens, o agravamento das situações, que aparece na mudança das palavras que o rapaz usa para pedir ajuda aos animais.
Quando a princesa concede uma nova chance para o rapaz, ela realmente espera que ele saia vitorioso, pois está apaixonada e deseja casar-se com ele.
Diferente do espelho chinês que investiga o que está dentro (do coração), o espelho da princesa investiga o que está escondido no mundo exterior, fora da pessoa que olha o espelho, por isso o esconderijo mais inusitado foi a própria bainha de sua roupa.
Acho que depois do casamento o espelho teria de volta sua função original, já que não haveria mais a necessidade de testar novos pretendentes para a princesa se casar.

Eu me lembrei de uma história chamada A menina vendida com as peras, do livro Fábulas Italianas, pag. 70, de Italo Calvino, onde a heroína ajuda o rio, a porta e os cães e em seguida é ajudada por eles, para no final casar-se com o príncipe.

domingo, 22 de março de 2009

Interpretação do conto Desenredo a partir de roteiro

1 - Principais acontecimentos do conto:
  • apresentação de Jó Joaquim
  • aparecimento de Vilíria
  • paixão dele por ela
  • descoberta da traição de Vilíria com outro homem
  • morte do amante pelo marido dela
  • afastamento de Jó Joaquim de Vilíria
  • morte do marido
  • perdão de Jó Joaquim por Vilíria
  • casamento dos dois
  • nova traição de Vilíria
  • Jó Joaquim manda Vilíria embora
  • após algum tempo, passa a convencer a todos que os acontecimentos do passado não foram aqueles
  • Vilíria volta, sem culpa
  • Jó Joaquim e Vilíria voltam a ficar juntos.

2- Em que todos acreditavam/como Jó Joaquim conseguiu fazer isso

  1. Todos acreditaram que Vilíria não havia traído Jó Joaquim e que nem havia tido amantes.
  2. Através de antipesquisas, burlando fatos, encomendando depoimentos.

3- Vocabulário: desafaz, enfando

Expressões: refritar almôndegas

4- O personagem Jó Joaquim modifica o enredo de sua própria história, ele a reinventa.

5- "Ela era um aroma", "Todo abismo é navegável em barquinhos de papel", "Esperar é reconhecer-se incompleto"

APROFUNDAMENTOS

1-

a) façanha de Jó Joaquim: levar todos a acreditar numa outra verdade

b) como conseguiu: mudando fatos, esperando, convencendo.

c) "Pôs-se a fábula em ata": a história inventada passa a ser verdadeira.

2-

a) em todos os nomes da mulher, aparecem as mesmas letras, trocando de posições.

b) dessa forma caracteriza as diferentes faces da mulher.

3-

a)Ver para depois sorrir

b)Depois de sorrir, conheceram-se

4-

a) modificar, transformar.

5- Sim. Porque a verdade passa a ser mentira e a mentira a ser verdade.

6) "Haja o absoluto amar - e qualquer coisa se irrefuta" - em nome do amor, tudo é possível, perdoado, aceito.

7- Sim. Mesmo depois de sofrer as traições de Vilíria, Jó Joaquim insistiu em manter-se apaixonado, amando.

8- Porque ele desejava ser feliz a qualquer custo. Tinha medo de não ser feliz sem Vilíria.

O roteiro foi um norteador para o entendimento do conto. Agora vou arriscar a leitura de outras obras de Guimarães Rosa.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ideologia no livro didático

Como comentei na aula do dia 12/3, vou compartilhar alguns trechos do livro Ideologia no Livro Didático, que achei interessantes:

"...Já que o livro didático da escola primária ignora a classe operária, poder-se-ia dizer que, para o aluno desta classe social, o contraste existe. Então o que fazer♪ Outro livro didático, outro professor♪ Mas a classe operária, estuda, no Brasil♪

...Depois de ter verificado como a ideologia dominante vê o conceito de trabalho e o transmite para todos aqueles que frequentam as escolas públicas, o que fazer♪

...Apesar de ser importante a denúncia já não é suficiente. Faz-se necessárias propostas alternativas. Constatada a ideologia da classe dominante no livro didático, vamos agora jogá-lo fora ♪...

... No entanto, para a classe operária a escola é um lugar privilegiado onde se dá a transmissão da cultura produzida por ela e por toda humanidade, mas a qu somente alguns têm acesso. Esta é mais uma contradição que se dá no interior da própria escola: ao mesmo tempo que sua função é transmitir a ideologia da classe dominante, é aí mesmo que algumas informações são transmitidas e que sendo elaboradas versus a vivência da classe operária poderá tornar-lhe mais um instrumento para sua luta para a transformação social.

... É este o papel revolucionário que a escola pode desempenhar. O que pode fazer (dependendo das condições da base material) é não segregar o proletariado que a frequenta.

...O novo professor preocupar-se-á também com as informações a serem transmitidas. Não se deixará levar pela idéia de que pobre não tem condições de aprender e não facilitará tudo a ponto de cair no genérico vazio, nem na simplicidade científica. Preocupar-se-á em ter uma linguagem adequada (...), usará a escola para instruir de fato seu aluno, dar-lhe-á informações sobre a vida, a história passada e presente, as ciências naturais(...). Despertá-lo-á para a reflexão, para a curiosidade científica, para a pesquisa, para a leitura(...) O novo professor contará a história da luta do trabalhador, reativará a memória nacional."
Faria, Ana Lúcia G. de. Ideologia no livro didático/10 ed
- São Paulo: Cortez: Autores Associados - 1991.
(Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, v. 7)
O texto usa termos panfletários, mas ele se diferencia de outros, porque não apenas denuncia, mas traz uma proposta de mudança, que é pautada principalmente no papel do professor.

domingo, 8 de março de 2009

Seminário nota 10

O seminário da aula passada foi excelente! Fiquei impressionada com a quantidade de material audio visual que vocês conseguiram sobre o assunto.
Lembrei de uma reportagem que li na Folha de São Paulo, em 25/02/2009, cujo título era ESCRITORES CONSAGRADOS REPUDIAM FALSOS TEXTOS QUE CIRCULAM NA REDE.
Algumas vítimas: Luis Fernando Veríssimo, Drauzio Varella, Millor Fernandes entre outros.
A jornalista Cora Rónai publicou "Caiu na rede", Ed. Agir, uma compilação de textos falsos que podem ser lidos em tinyurl.com/caiuna rede.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Odisséia, forma e conteúdo

Quando o autor escreve o amor foi a função, a idéia que me vem é o amor humanizado, em forma de pessoa. Há no texto uma série de ações humanas, quase que listadas. O texto está em prosa e faz uma descrição, uma após a outra dessas ações.
Também menciona práticas de tortura, lembrei da ditadura militar.
O amor é incansável, tolerante, vítima da intolerância alheia e teimoso, por que não dizer invencível. Essa é a odisséia do amor.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pequenas memórias leitoras

Amigos, já faz tanto tempo, mas nossa conversa ontem me ajudou a relembrar pequenas cenas relacionadas ao meu aprendizado da leitura. Vamos lá!
Fui alfabetizada no Rio de Janeiro, no início da década de 70, em uma escola estadual. A primeira recordação que me veio, foi uma situação de avaliação, em que a professora chamava os alunos individualmente para que lessem trechos de um livro, acho que era uma cartilha, Caminho Feliz e dessa forma ela se informava sobre o nosso aprendizado.
Em casa tínhamos muitos livros, meu pai era um leitor ávido e comprava as enciclopédias vendidas de porta em porta, além dos livros de seu gosto pessoal. Lembro que eu adorava folheá-los e em busca de figuras bonitas. Mais tarde, passei a explorar uma enciclopédia infantil chamada Mundo da Criança, que já me parecia antiga naqueles tempos, mas que eu adorava, ficava lendo as poesias, quadrinhas, sugestões de brincadeiras para dias de chuva... admirando as ilustrações e fotos.
Um resgate feito ontem, foi de uma cena em que estava com minha mãe, passeando pelas ruas da Lapa, quando li numa tabuleta: ESFIHAS e perguntei para ela, o que eram ESFINHAS. Ela demorou um pouco para entender o que eu estava dizendo e eu para entender o que ela estava me explicando, como o H podia ter o som do R. Automaticamente, ao ler a palavra, eu tinha inserido a letra N antes do H e não me conformava com o fato dela não estar lá.
Meu gosto pela leitura se iniciou quando eu devia ter 10 ou 11 anos e foi se consolidando com o tempo.Lembro que no meu diário, eu fazia listas dos títulos dos livros que já tinha lido, infelizmente essa lista se perdeu.
Eu queria ler de tudo um pouco na minha adolescência, queria ficar sabida e lia vorazmente, até que um dia, minha professora de História do colegial me emprestou para fazer um trabalho, O Capital, de Karl Marx, eu nunca tinha visto um livro tão enorme na minha vida e juro por Deus, que tentei ler, mas foi impossível. Lembro da frustração da professora e a minha também.
Prá terminar, eu leio em qualquer lugar, na cozinha entre uma panela e outra, no banheiro, no sofá com a TV ligada e as crianças brincando, mas ultimamente meu lugar mais frequente tem sido na cama antes de dormir, já virou um ritual.
Bom espero que vocês apreciem essas pequenas memórias leitoras.
Um abraço para todos.